terça-feira, 29 de março de 2011

Santificação – um estilo de vida

Texto bíblico:
Jeremias 13: 23 – Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.


Alguém acostumado a fazer o mal pode fazer o bem? Alguém que está sempre pecando ou cometendo erros, fazendo o mal contra o próximo, será que tem condições de mudar? O homem é o seu próprio álibi. Ele é a prática do seu dia-a-dia. Quem pratica, rotineiramente, a maldade, esta se torna um hábito na sua vida. Os antigos dizem que o cachimbo deixa a boca torta. A Bíblia diz que as más conversações corrompem os bons costumes. O próprio homem se dá em competição, enfrentamento e guerras. Imagina tudo isso somado à natureza humana e a influência do contexto de cada um. Entende-se contexto como cultura. Tudo isso irá contribuir para formar quem o homem é.
Quem você é? Se você não consegue avançar na sua vida existe algo para ser feito. Quanto as pessoas estão sendo influenciadas, hoje? A sua genética e seus hábitos querem dizer que não há outra saída para você, inclusive para as repetições nas gerações. Ainda hoje, pessoas pensam que da forma como nascerão, assim morrerão.
Jesus olhou para as pessoas e pensou que não havia jeito para elas? Jesus acreditava nas pessoas e sabia que elas podiam sim voltar para Deus. Este era o projeto de Deus. O diabo tenta o contrário, dizer que você nasceu assim e morrerá assim. O tempo todo ele ministra a sua incapacidade e inabilidade. As pessoas se deixam vencer por pouco coisa e muitas inverdades.
Jesus investiu nas pessoas que não tinham jeito: os pecadores. Ele não veio para os que se achavam salvos, mas para os doentes. Paulo considerou tudo o que ele era como refugo (esterco). Todo o seu conhecimento e experiência de vida eram como excremento diante da grandeza e realidade de quem era Jesus.
(Leia Romanos 12:1,2). O Senhor, hoje, irá transformar sua vida. Jesus investirá na sua vida, você não será mais inconstante na sua vida. Hoje, em Cristo Jesus podemos tomar a decisão de dizer não para o diabo e sim para Deus.
A renovação em Cristo Jesus deve ser um processo contínuo. Um processo de arrependimento. Aquele que roubava, não roube mais. Aquele que mentia, não minta mais. Hoje, você precisa submeter seu caráter e vida diante de Deus para que Ele revele quem você é. É necessário discernir, diariamente, as sugestões e ilusões desse mundo. É um investimento intenso na busca pelo crescimento. Renovação constante vai garantir o crescimento. Todo dia devemos tomar nossa cruz.
Santificação. Processo contínuo de renovação da sua mente. É o que o Senhor espera de nós. Devemos adotar novos costumes. Santificação é quebrar os velhos padrões de comportamento na minha vida e adotar um novo costume de vida. Significa instalar padrões que manifestam naturalmente as práticas de Jesus. Santificação deve se tornar um costume, um hábito, deve ser seu estilo de vida.
Hoje, faça a escolha correta. Comece por escolher a Jesus como seu salvador. Use suas habilidades para ser o melhor em tudo o que fizer. Estude. Exercite sua capacidade. Aperfeiçoe suas habilidades. Busque a santificação, agora e sempre.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Relacionamento entre o Crente e o Mundo


1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”

A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.

(1) Satanás (ver Mt 4.10, nota sobre Satanás) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31 nota; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13; ver o estudo PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS).

(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7). 

(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31 nota); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2; ver o estudo TRÊS CLASSES DE PESSOAS). Por isso, o crente deve separar-se do mundo (ver o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE e A SANTIFICACÃO).

(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9 nota), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4 nota). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35 nota). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.

(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a Deus: (a)“A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).

(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23).

(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).

(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2)

FONTE MÍDIA GOSPEL

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O FRUTO QUE NASCE DA VERDADE.


Muitos, ao lerem o texto acima, questionam o rigor com que Jesus julgou a situação. Alguns chegam a descrever como uma “perseguição vegetal” da parte de Jesus para com aquela árvore já que estava claro que não era estação dos figos.
O contexto desse episódio, segundo o Evangelho era final de março, próximo do mês de abril. No Oriente Médio, a estação de figos inicia-se em junho e em agosto os figos atingem sua maturidade, sendo encontrados doces e saborosos.
Diferente da grande maioria das árvores frutíferas que primeiro dão folhas e em seguida frutos, a figueira possui um processo inverso. Ela traz, primeiro, à luz os seus frutos e em seguida mostra sua folhagem. Na ocasião, todas as figueiras na estrada entre Betânia e o Monte das Oliveiras estavam sem frutos, adequadas àquela estação. Apenas uma se destacava no meio de todas as outras. Esta, diferente das outras, expunha suas folhagens verdes, se destacando entre todas as árvores da estrada.
Jesus estava com fome. Olhando para aquela quantidade enorme de figueiras desprovidas de frutos, com galhos secos e sem folhas, avistou aquela que se destacava e que no mês de março estava produzindo folhagens que só deveria aparecer em junho ou mesmo agosto. Como o processo de produção de frutos da figueira é inverso, a presença de folhagem verde indicava que existiam frutos. Por isso Jesus procurava algo para comer. Ele vai até a árvore, mexe nas folhas e não encontra nada. Neste instante, Jesus amaldiçoa a figueira dizendo que nunca mais ninguém comeria fruto dela.
Em seguida, Jesus entra no templo e de lá expulsa os cambistas e mercadores que lucravam naquele lugar com a máquina da Religião. O que Jesus está querendo dizer a nós? Jesus está debaixo de uma figueira que não dá fruto, depois disso vai até ao templo procurar Deus e encontra cambistas, mercadores da religião. Amaldiçoar a figueria era apenas um capricho divino ou uma parábola?
Na verdade, amaldiçoar a figueira é uma grande parábola do que Deus espera de nós. O episódio significa intencionalidade. A figueira que grita que tem frutos, mas que é apenas folhagem junto com o templo que expunha suntuosidade e aparência, mas dentro não tinha nada se tratava de uma grande parábola.
Jesus está revelando qual é nossa verdadeira intenção ao se apresentar diante de Deus. Trata-se de uma propaganda enganosa. Anunciando algo que não existia. Tinham apenas folhas, mas sem frutos. Ao entrar no templo, Jesus não encontrou nenhum adorador. Apenas pessoas que queriam negócios. Era um lugar de manipulação.
Poderíamos citar também uma parábola sobre Israel. Em muitos lugares da Bíblia lemos a relação de Israel com uma figueira, na tentativa de produzir os frutos da religião, apenas como autoproclamação da falsa virtude. Jesus estava ensinando que Deus prefere a nudez própria à tentativa de camuflar a própria verdade no nosso ser, por meio de folhagens que não dizem nada. Como a figueira, pessoas fazem nascer primeiro o fruto da verdade e depois é que se transformam em qualquer forma de comportamento. Estamos lendo uma parábola de Jesus falando do senso de propriedade. Jesus não possui camuflagem. Em um casamento, Ele transforma água em vinho. Para multidões famintas, Ele multiplica pães e peixes para minimizar a fome. Jesus tem propriedade em tudo o que faz. Tudo tem pertinência.
O evangelho de João ilustra isso de maneira extraordinária. No capitulo dois Jesus transforma água em vinho. No capitulo três diz a Nicodemos que o reconhece como filho de Deus que ele deve nascer de novo para entrar no reino dos céus. Jesus desconstrói a lógica de causa e efeito do acadêmico Nicodemos por meio de uma pergunta que o empurra para uma dimensão da verdade simples. No capitulo quatro Jesus se encontra com uma mulher samaritana na beira de um poço, ao meio dia e sedento. Mesmo assim, Ele oferece àquela mulher a água da vida. No capitulo nove cura um cego de nascença e em seguida diz “Eu sou a luz do Mundo”. No capítulo Jesus ressuscita um morto e se define como a ressurreição e a vida.
As ações de Jesus possuem propriedade. Diante do cego ele não transforma a água em vinho, mas cura sua cegueira. Até na cruz, ele pede ao discípulo que cuide da sua mãe. Quando possui sede pede água. Quando o desespero bate forte e a dor insuportável chega, Ele grita a Deus e diz: Meu Deus, meu Deus, por que me desamparastes? Em Jesus tudo é próprio.
De manhã, Jesus teve fome. A figueira fazia sua propaganda. Ele chega feliz para saciar sua fome, mas não encontra nada. Aprendemos muitas coisas com essa parábola.
Primeiro: Deus não pede a ninguém que dê frutos fora da estação. Quando a estação não é de fruto, ele não exige o que não se pode dar. A verdade não é só o que é; a verdade também é o que não é. E a verdade do que é não é mais importante do que a verdade do que não é. Deus prefere todas as figueiras nuas. Ele não suporta a tentativa da gente fazer de conta.
Esta é a questão. Deus não quer que você viva de fachadas. Deus não exige mais que a verdade. Estranhamente é também com as folhas de uma figueira que Adão e Eva tentam encobrir seus pecados. Lá no Eden, a folha da figueira tentava tampar a nudez do homem. De volta à cena, a figueira está produzindo tanguinhas para esconder a nudez do fato de que não há frutos. Deus diz: tire a figueira, prefiro você nu, porque assim você tem salvação. Camuflado você está perdido. Se estiver nu, Eu posso te cobrir com meu sangue. Camuflado você vive na sua justiça própria e corre o risco de morrer na presunção da tua religiosidade.
Novos convertidos levam ao pé da letra a passagem de Lucas que cita a ocasião que o dono da vinha veio depois de três anos e cortou a videira porque esta não produziu frutos. Alguns pensam que Jesus irá cortá-los. Muitos já viveram isso e muitos ainda vivem assim, agora, neste tempo. Por causa disso, muitas pessoas começam a inventar frutos. Jesus está ensinando que não precisamos inventar ou fabricar nada. Não precisamos de “anabolizantes espirituais” para produzir frutos ou tomar injeções de fertilidade. Seu fruto acontecerá na estação própria, em verdade e na presença de Deus.
O que Deus deseja é que você seja você mesmo. O convite do Evangelho é para a libertação, mas nós impomos cadeias sobre as pessoas. Colocamos a salvação como jugos, na tentativa de vivermos uma vida que não é nossa. A nossa missão é ser alguém para este mundo, ou seja, eleger um parâmetro. Inventamos um fruto, fora da estação, um espetáculo de esterilidade e um show de folhagens sem frutos. É tudo camuflagem.
Olhamos para a vida e invertemos os papeis. Jesus está ensinando que devemos ser o oposto disso. Seja quem você realmente é. Produza frutos na estação certa e apenas isso. Mas você não será ninguém mais em Cristo, que não seja você mesmo em Cristo.
Não se pode falsificar a identidade espiritual. A verdade vai se tornar uma árvore reconhecida por Deus. Não estamos aqui formando clones que repetem o que o outro é. Somos sementes que precisam ser plantadas. Devemos ser imagem e semelhança de Cristo. Não somos deuses, somos mortais, um dia seremos incorruptíveis, com corpo ressuscitado em glória, mas ainda sim seremos nós mesmos. Veremos o que nos tornamos em plenitude em Cristo, mas ainda assim, seremos nós mesmos. Deus sabe as estações dos frutos. Viva em verdade e não em camuflagem. Não saia por ai mentido. Fale a verdade. Não faça show ou apresente um mostruário, demonstrando sua aparência.
Deus prefere sua nudez, porque esta Ele cobre. As folhagens são apenas autojustificação diante do pecado. Neste ministério, desejamos discipulos verdadeiros e de caráter. Hoje é dia de libertação das máscaras porque é tempo de crescimento verdadeiro. Precisamos encarar nossa verdade e realidade. Se não fizermos isso, continuaremos mostrando folhas pra Deus, sendo que Ele deseja ver nossos frutos.
O que mudaria em sua vida se hoje você descobrisse que o inferno não existe? Infelizmente muitos bordéis da cidade ficariam lotados de evangélicos. Se você está em Cristo, a sua vida não muda em nada, nem mesmo por causa da existência ou não do inferno ou mesmo do céu. O seu prazer está em Cristo. Não há nenhuma condenação para quem está em Jesus. Está consumado. Está feito. Quem poderia nos condenar nos justificou. Nada poderá nos separar do amor de Deus. Não tem inferno nem céu que nos motive ser de Deus. Eu sou de Deus por Jesus. Esse é o meu prazer e meu fruto nasce dessa alegria. Para mim isso é tudo.
Ap. Anselmo Valadão.

A ORAÇÃO DO PAI EM NÓS.


A ORAÇÃO DO PAI EM NÓS.
Nos tempos de Jesus, havia algumas correntes rabínicas. Duas delas eram: Shamai e Hilel. Estes eram dois rabinos importantes que orientavam o povo. Os dois rabinos citados viveram antes de Jesus, provavelmente no período dos macabeus ou período interbíblico, quando o farisaísmo se tornou um forte segmento em Israel. Na passagem citada, o povo tinha um pedido: que Jesus lhes ensinasse a Lei de Moisés. Quando os discípulos pedem a Jesus a orientação de como orar, estavam pedindo que ele ensinasse como chegar à presença de Deus, por meio da Lei de Moisés, porque Jesus era um mestre dessa Lei.
Como Shamai e Hilel, Jesus também ensinava a Lei de Moisés. Deus, antes era conhecido como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Não se podia, naquela época, falar o nome de Deus. As pessoas não O conheciam, porém sabiam dizer que ele era o Deus dos seus pais. As pessoas seguiam a Jesus para saber a cerca da Lei de Moisés.
Hoje, falaremos dessa oração, mas se referindo a ela como uma oração para dentro e não para fora. Jesus está ensinando seus discípulos a olhar para dentro, olhar para si mesmo. A oração dos hipócritas era um tipo de oração que agradecia a Deus por não tê-los criado: samaritano, mulher ou cachorro. A oração do Pai Nosso tem a ver com a horizontalidade dos nossos vínculos. Jesus estava analisando o ser humano.
A oração começa dizendo que o Pai é “nosso”. A expectativa de quem vai falar com Deus não poder hipócrita ou egoísta. Nosso Deus e nosso pai é como inicia a oração, relacionando-se com todos os níveis do homem. É uma oração coletiva e não individual: pai nosso, pão nosso, nossos pecados. O tempo todo Jesus ensina a coletividade.
O homem sempre invoca a Deus numa perspectiva exclusivista. Jesus ensina o contrário. Ele ensina a buscar para todos, não apenas para si mesmo. A perspectiva do todo é faltosa em cada ser humano. “O importante é que minha oração me favoreça, acima de tudo”. Contudo, a oração ensinada por Jesus fala do contrário. Ensina sobre o coletivo. Não é o forte do homem invocar a solidariedade de Deus para todos. Dentro de cada um existe a individualidade.
Quem é você? Quem são as pessoas? Quem sou eu sem você? Quem é você sem mim? Ninguém nasceu sem ajuda de outra pessoa. Foi preciso duas pessoas para gerar alguém. Nascemos de uma coletividade, de uma família. Ao olharmos para o universo que nos rodeia, qual sua contribuição para a construção dele? Será que o homem construiu alguma coisa neste mundo? Deus teria pedido opinião ou autorização ao homem para criar algo? Na verdade n-ã-o. A única coisa que fazemos nesse mundo é destruí-lo. Também somos criação de Deus, somos possibilidades d’Ele neste mundo.
Mesmo quando desconhecia a obra de Deus em sua vida, quando ainda era um alienado, ainda sim o amor de Deus era sobre você. Mesmo sem perceber ou merecer tal amor. A natureza humana não é de coletividade. Ele não se alegra com a misericórdia de Deus. De outro ponto de vista, podemos afirmar que o homem é a antítese do evangelho. O homem é uma pedra de tropeço, é uma porta fechada que impede o outro de se aproximar mais de Deus. A partir das minhas palavras e ações posso desaprovar os ensinamentos de Jesus.
Tudo o que temos vem de Deus. O que temos de bom vem d’Ele porque não podemos criar nada. (Tiago 1: 17). A sublimidade não vem do porão da minha alma, vem do alto, do Pai das luzes. A verdadeira solidariedade vem de Deus para o homem e deste para outro homem. Estou fazendo o bem a mim mesmo, antes de fazer ao próximo.
A Escritura diz que ninguém busca a Deus. Jesus foi o único que nasceu para buscá-Lo e me levar á presença de Deus. Apenas queremos Deus se o Espírito Santo estiver dentro de nós. Quem não tem Jesus na sua vida não deseja a Deus. O homem vai tentar, o tempo todo, sair da presença de Deus. Deus conhece a todos. Ele sabe diferenciar o joio do trigo.
Quem inventou o Reino de Deus? Algum filósofo como Platão, Aristóteles? Sartre chegou a criar um outro reino, o do vômito. Não fui quem buscou o reino de Deus, mas Ele me buscou primeiro. Você conhece a vontade de Deus? Parece que estamos falando de algo que Deus deseja para si próprio. Porém, a vontade de Deus é para o homem, em nosso favor. A vontade dele é que você alcance êxito, que seja salvo do inferno e seja verdadeiramente livre do império das trevas.
O pão nosso é para “nós”. O Senhor reclama com o profeta Zacarias que Ele não pediu sacrifícios porque tudo na Terra pertence a ele, inclusive os animais. O pão que vem de Deus é para compartilharmos com os outros.
O perdão, por sua vez pacifica a alma. A ausência de perdão não provoca nada em Deus, mas no próprio homem. Quem não perdoa é o verdadeiro atingido pela falta de perdão. Deus não terá sua alma presa, mas o que recusou o perdão sim. Quando recebemos a graça de Deus e não repassamos ao próximo, estamos iniciando em nós um processo de abertura às trevas, nos tornando cada vez mais parecidos com demônios. O que você receber de Deus deve ser repassado para os outros.
(Leia Salmos 116: 12-13) – Como retribuir a solidariedade de Deus, o que Ele tem feito por você? Você deve abrir sua boca e falar de seus feitos. Seja como um cálice pronto para receber Deus e para derramar mais d’Ele. Não lute pelas suas razões. Coloque fim nas disputas na Terra, este é o reino de Deus. A graça de Deus é o bastante para nós. (Leia 2 Co. 12:9). A misericórdia do Senhor é suficiente. Para ser solidário não devo deixar o próximo na exclusão.
A vontade de Deus é que ninguém seja excluído. Quando eu dou de comer, beber ou visto um necessitado, estou fazendo isso ao próprio Deus. Quando eu vejo a necessidade do outro e sou solidário, é a solidariedade de Deus em mim que está agindo naquele momento. O pão que recebo de Deus é o “nosso pão” que é repartido entre todos. A casa de Deus é aquela que abriga os desabrigados.
Hoje, o mundo nos obriga a nos proteger das coisas boas, ou seja, das pessoas. A bondade para com Deus é feita ao próximo. Se você quer dar uma festa para Deus, faça um banquete para os pobres e miseráveis. Que Reino de Deus seria esse que exclui pessoas? Amar a Deus na Terra é perdoar as pessoas. Deus vai exigir mais daqueles que tem mais revelação d’Ele, ou seja, de cada cristão.
(Leia I Tm. 1: 15) – Paulo se considera o pior dos pecadores. Às vezes, pensamos que um ladrão ou traficante é a pior das pessoas. O diabo não suporta as pessoas que fazem o bem, que perdoam e compartilham solidariedade. As pessoas que fazem esse tipo de oração, feita para dentro de si mesmo, não podem ser tocadas pelo inimigo (Leia I Jo. 5: 19). Quem são esses que vivem essa oração e que são tocadas pelos demônios? Ninguém. O inferno não pode resistir a esse tipo de pessoas.
A oração do Pai Nosso não é para ser repetida, mas para ser vivida, diariamente. Chegou o tempo da oração do Pai em nós. De Deus em nós. Essa é a verdadeira libertação e ensino. Onde existem crentes verdadeiros, os demônios não aguentam estar neste ambiente de amor, de solidariedade, de santidade onde Deus está dentro de cada um. Podemos fazer algo em favor do próximo. Saia da paralisia e faça algo.
Quando você se permitir viver o Evangelho, você viverá uma vida de entrega, de doação, vivendo o que Jesus ensina: amor ao próximo.
Ap. Anselmo Valadão

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Como Deus Pode e Vai Restaurar Seu Casamento

Como Deus Pode e Vai Restaurar Seu Casamento

Casal com o casamento restaurado!
“Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere e as suas mãos curam” (Jó 5:18)

É estarrecedor o número de casais que estão passando pela síndrome da separação e do divórcio. Casamentos desfeitos representam alianças quebradas, destruídas. Não me refiro ao objeto circular de ouro, mas à promessa feita no Altar de DEUS, o que é mais grave. Casamentos por mais santificados que sejam, por mais abençoados, por mais corretos que pareçam, são de competência exclusiva dos cônjuges. Assim como também as causas que os levam ao fracasso. Tudo é de inteira responsabilidade do casal: as conquistas e os fracassos. DEUS é a bússola, o guia, o orientador. A Sua santa Palavra já nos foi revelada. Está aí há milênios de anos para obedecermos ou não. Isso também cabe a nós.

Outro dia visitei um site cristão e fui direto aos “Pedidos de Oração”. Verifiquei quase duzentos pedidos de pessoas espalhadas por todo o Brasil. A cada dez pedidos, sete se destinavam à restauração de casamentos. O melhor é que, graças a DEUS, há pessoas ainda que acreditam que DEUS pode e vai restaurar os seus casamentos. E o número de pessoas que não entraram no site, mas que já entregaram os pontos, achando que seus relacionamentos não há mais jeito, que tudo está perdido? E a quantidade de pessoas que já estão divorciadas e até já se casaram outra vez?

Por isso, eu quero deixar uma palavra certa neste estudo: DEUS é o maior interessado na restauração do seu casamento. Se ELE não quisesse mais que os cônjuges permanecessem casados, simplesmente tiraria a vida de um ou do outro, pois como a Sua Palavra afirma, segundo casamento apenas na morte de um dos cônjuges: “a mulher está ligada ao marido enquanto ele vive; mas se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo o marido, unir-se a outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias” (Romanos 7:2-3). O apóstolo Paulo ratifica essas mesmas palavras em 1 Coríntios 7:39. Pois se DEUS uniu, só ELE pode separar: “Portanto o que DEUS uniu não separe o homem”(Mateus 19:6).

A premissa “uma vez casados, casados até que a morte os separe” é radicalmente verdadeira e válida. DEUS detesta o divórcio como está apregoado com clareza no livro do profeta Malaquias capítulo 2, versículo 16. Portanto não adianta querer pôr outro fundamento além do que já está posto. DEUS é o mesmo. ELE nunca mudou o seu pensamento a cerca da família que abençoou, nem nunca mudará.

Todo fracasso matrimonial tem as suas causas. Umas maiores, outras menores. Umas fáceis de serem consertadas; outras bastante difíceis e complicadas. Aos olhos humanos, tudo pode parecer impossível. Mas nós, cristãos, servimos a um DEUS que tem mostrado ao longo dos tempos que não há impossível para ELE. Não há mar que não se abra, não há ondas que não se acalmem, não há morto que não ressuscite, não há enfermidade que não seja curada, pelo poder do Nome de JESUS CRISTO. DEUS poderia consertar um casamento apenas com uma palavra ou um toque, ou seja, instantaneamente. E por que assim ELE não faz? Porque a carpintaria de DEUS está localizada no deserto. O deserto é a escola dos filhos de DEUS, especialmente aqueles que não souberam obedecer antes, não fizeram conforme prometeram no Altar. DEUS é especialista em restaurar caráter. ELE agora não só vai moldar o caráter do marido, mas da esposa também. Os dois precisam ser machucados, quebrados, transformados; para que, adiante, quando estiverem completamente prontos, venham a viver plenamente a bênção do PAI, sem desperdiçá-la mais. O tempo na oficina de DEUS pode até ser doloroso, mas creia: ELE está trabalhando para tornar os dois melhores. Deixa DEUS trabalhar. Deixa DEUS agir. Deixa DEUS quebrar os vasos em suas mãos e fazê-los novos.

No tempo do deserto, DEUS também estará observando as suas atitudes. ELE quer ser adorado e glorificado nesse período. Não é tempo mais de murmurações, de olhar para trás, o que não deu certo ou quem foi o causador de tudo. Isso não mais interessa. DEUS está te ensinando a olhar para a frente, recuperando a sua fé. Se faltar comida, ELE providenciará. Se faltar água, DEUS a fará sair da rocha. Se as lágrimas forem muitas, DEUS tem um lenço eterno para enxugá-las. O tempo no deserto é o tempo da perseverança. O curioso é que tanto o marido como a esposa estão sendo tratados pelo mesmo Carpinteiro e no mesmo local. Mas não se vêem. DEUS não permite que não se encontrem ainda porque não é a hora. Se acaso ELE permitisse que se vissem fora do tempo, certamente sairiam reclamações, brigas e até xingamentos. DEUS está tirando isso dos dois, e aproveitando para ajustar outras áreas de sua vida que estava precisando de reparo. Lembra-se da soberba que existia em seu coração? Lembra-se de sua dificuldade de perdoar o próximo? Lembra-se de que você teve tantas e tantas oportunidades de procurar DEUS na Sua Casa, de adorá-LO, mas mesmo assim preferiu ficar em casa vendo televisão? DEUS havia ensinado: “Buscai primeiro o Reino de DEUS e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

Marido, você que hoje chora sozinho, longe da sua esposa, aquiete-se. Lembra-se do que DEUS havia dito a você? “Vós, maridos, amai a vossa mulher como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). Você não a amou como deveria. Esposa, por que choras tanto e com muita angústia em seu coração, desesperada porque teu marido a abandonou? Lembra-se do que Nosso DEUS também lhe ensinou? “Assim como a igreja está submissa a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seu marido” (Efésios 5:24). Você não foi submissa a seu marido todo o tempo em que esteve com ele. DEUS também pediu que ambos suportassem um ao outro, que se amassem muito, respeitassem, se doassem, no mais profundo e verdadeiro amor. Não fizeram. Brigaram e se separaram. Agora DEUS os chamou para a Sua oficina. Com certeza, ELE não quer o mal do casal: “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:12). Já observou o aviso que consta na parede principal da oficina de DEUS? “Eis que te purifico, não como a prata, mas te provo na fornalha da aflição, por amor de mim, por amor de mim, é que isto faço” (Isaías 48:10-11).

DEUS agora está dizendo a você: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a terra” (Salmos 46:10). Nosso Senhor e Salvador tem pressa de restaurar o seu casamento. ELE vai restaurar. Aliás, já está no processo bem avançado, ainda que você não veja nada pelos seus olhos naturais, ainda que as nuvens pareçam carregadas sobre a tua vida. É hora de SANTIDADE e de OBEDIÊNCIA. Essas duas palavras são a chave da sua vitória. Segure-a firme e não a deixe cair. O diabo está furioso com você, mas não é à toa. Você decidiu entregar a sua causa a DEUS, diferentemente daqueles que se divorciaram e se casaram de novo e pensam ser felizes e abençoados. O diabo não os toca, porque estes estão fazendo a vontade dele. Esses não tiveram a fé que você teve de clamar ao DEUS Todo Poderoso. Você hoje sabe a seriedade com que DEUS trata o matrimônio. Essa batalha tem um General à frente chamado JESUS CRISTO, Aquele que venceu o diabo, venceu a morte e ao terceiro dia ressuscitou. Aleluia! A restauração do seu casamento é promessa certa a ser cumprida. Não se desespere! Creia! O tempo está bem próximo! Não precisaria nem você saber disso através de mim, nem através de louvores, nem mesmo por meio dos seus profetas. ELE garantiu, ELE irá cumprir tudo o que prometeu em sua vida. E em todas as coisas procure adorar e glorificar o Santo Nome do SENHOR.

Breve, DEUS estará chamando você e seu cônjuge pelo nome, em meio a tantos casais que estão sendo tratados nessa oficina maravilhosa. Quando DEUS os chamar, estará unindo-os e selando de uma vez por todas o seu casamento. Nessa hora, teu telefone ou a companhia da sua casa irá tocar. Será o teu marido ou a tua esposa arrependida (transformado(a) por DEUS) pedindo para voltar. À porta da saída da oficina, ELE os dirá: “EU SOU AQUELE QUE VAI ADIANTE DE TI, EU SOU CONTIGO, NUNCA TE DEIXAREI, NEM TE DESAMPARAREI; NÃO TEMAS NEM TE ESPANTES!” (Deuteronômio 31:8). SIGAM ADIANTE E SEJAM MUITO FELIZES!

Autor: Fernando César T. Alves





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domingo, 26 de dezembro de 2010

PRA LUCY NASCIMENTO

SERVO É SALVO SEU COMPROMISSO É COM O SEU ESPÍRITO
E NÃO COM A CARNE