quinta-feira, 17 de outubro de 2013





As Relíquias do Romanismo
A GROSSEIRA SUPERSTIÇÃO que tem acompanhado o uso de relíquias revela a decepção e inconsistência com as quais o romanismo tem sido assolado por séculos. Entre as relíquias mais altamente veneradas tem havido pedaços da "verdadeira cruz". Tantos desses foram espalhados através da Europa e outras partes do mundo que Calvino disse certa vez que se todos os pedaços fossem reunidos, eles formariam uma boa carga de navio; ainda assim, a cruz foi levada por uma só pessoa. Devemos crer que esses pedaços se multiplicaram miraculosamente da mesma maneira quando Jesus abençoou os pães e os peixes? Esta foi aparentemente a crença de São Paulino que falou da "reintegração da Cruz, ou seja, que ela jamais diminuiu de tamanho, a despeito de quantos pedaços fossem tirados dela!"
O notável reformador, João Calvino (1509-1564), mencionou a inconsistência de várias relíquias do seu dia. Várias igrejas diziam que possuíam a coroa de espinhos; outras as talhas usadas por Jesus no milagre de Cana. Um pouco do vinho podia ser achado em Orleans. A respeito de um pedaço de peixe frito que Pedro ofereceu a Jesus, Calvino disse: "Ele deve ter sido maravilhosamente bem salgado, se tinha de ser conservado por tão longa série de eras" O berço de Jesus era exibido para veneração cada véspera de Natal na igreja de Santa Maria Maior em Roma. Várias igrejas afirmavam que tinham as fraldas de Jesus. A igreja de São Tiago, em Roma, apresentava o altar no qual Jesus foi colocado quando foi apresentado no templo. Até mesmo a pele do prepúcio (de sua circuncisão) era mostrada pelos monges de Charroux, que, como prova de sua autenticidade, declararam que havia derramado gotas de sangue. Várias igrejas afirmavam que possuíam o "santo prepúcio", incluindo uma igreja em Coulombs, França, a Igreja de São João em Roma, e a Igreja de Puy em Velay!
Outras relíquias incluem as ferramentas de carpinteiro de José, ossos do jumentinho no qual Jesus cavalgou entrando em Jerusalém, o cálice usado na Última Ceia, a bolsa vazia de Judas, a bacia de Pilatos, o manto de purpura lançado sobre Jesus pelos soldados que zombavam, a esponja levantada por ele na cruz, cravos da cruz, fios de cabelos da virgem Maria (alguns castanhos, alguns louros, alguns ruivos, e alguns pretos), suas saias, seu anel de casamento, sandálias, véu, e até mesmo a mamadeira de Jesus.
De acordo com a crença católica, o corpo de Maria foi tomado para o céu. Porém, várias diferentes igrejas na Europa reclamam ter o corpo da mãe de Maria, muito embora nada saibamos a respeito dela e ela nem mesmo recebeu o nome de "SantÁna" até há poucos séculos atrás! Ainda mais difícil e uma história a respeito da casa de Maria. Os católicos acreditam que a casa na qual Maria viveu em Nazaré está agora na cidadezinha de Loreto, na Itália, tendo sido transportada para lá pelos anjos!
A The Catholic Encyclopedia diz: "Desde o século quinze, e possivelmente até antes disto, a "Santa Casa" de Loreto tem sido enumerada entre os mais famosos santuários da Itália... O interior mede somente 9,40m por 3,90m. Um altar fica numa extremidade abaixo de uma estátua enegrecida pelo tempo, da Virgem Mãe e seu Divino Infante...digna de veneração em todo o mundo, por causa dos divinos mistérios realizados nela... Foi aqui que a santíssima Maria, Mãe de Deus, nasceu; foi aqui que ela foi saudada pelo Anjo; foi aqui que o Verbo eterno foi feito Carne. Os anjos transportaram esta Casa da Palestina para a cidadezinha de Tersato na Ilíria no ano da salvação de 1291 no pontificado de Nicolau IV. Três anos depois, no princípio do pontificado de Bonifácio VIII, ela foi levada novamente pelo ministério dos anjos e foi colocada em um bosque...onde tendo mudado sua estação três vezes no decorrer de um ano, completamente, pela vontade de Deus ela tomou sua posição permanente neste local... Que as tradições proclamadas assim, de maneira rude, para o mundo tem sido plenamente sancionadas pela Santa Sé, nem por um momento pode permanecer em dúvida. Mais de quarenta e sete papas tem de várias maneiras prestado homenagem ao santuário, e um imenso número de Bulas e Breves proclamam sem qualquer dúvida a identidade da Santa Casa de Loreto com a da Santa Casa de Nazaré"!
A veneração de corpos mortos de mártires foi ordenada pelo Concílio de Trento, o Concílio que também condenou aqueles que não acreditavam nas relíquias: "Os santos corpos dos santos mártires...devem ser venerados pelos fiéis, pois através desses corpos muitos benefícios são derramados por Deus sobre os homens, de modo que, aqueles que afirmam que veneração e honra não são devidas as relíquias dos santos... devem ser completamente condenados, como a Igreja há muito os tem condenado e ainda os condena" Desde que acreditava-se que "muitos benefícios" advinham dos ossos de homens mortos, a venda de corpos e ossos tornou-se um grande negócio!
Em torno de 750, longas filas de carroções constantemente vinham para Roma, trazendo imensas quantidades de crânios e esqueletos que eram classificados, etiquetados, e vendidos pelos papas.~ Sepulturas eram violadas durante a noite e túmulos nas igrejas eram vigiados por homens armados! "Roma", diz Gregorovius, "era como um cemitério mal-cheiroso, no qual hienas uivavam e brigavam, enquanto cavavam avidamente a procura de cadáveres" Existe na Igreja de São Praxedes uma placa de mármore a qual afirma que em 817, o papa Pascoal transferiu os corpos de 2.300 mártires de cemitérios para esta igreja. e Quando o papa Bonifácio IV converteu o Panteon em uma igreja crista em mais ou menos 609, "vinte e oito carretas carregadas de ossos sagrados das Catacumbas foram descarregadas em uma bacia de pórfiro abaixo do altar-mor".
Para consagrar" o terreno e o prédio de uma igreja, exigia-se que se colocasse debaixo dela ossos ou outras relíquias. A Catedral de Wittenberg, a porta da qual Lutero afixou suas famosas "Noventa e Nove Teses", tinha 19.000 santas relíquias! "Os bispos foram proibidos pelo segundo Concilio de Nicéia em 787 de dedicar um edifício se não houvesse qualquer relíquia presente; a penalidade para fazer isto era a excomunhão!” Estas idéias foram tiradas da Bíblia, ou do paganismo!

Nas lendas antigas, quando Nimrode, o falso "salvador" da Babilônia morreu, seu corpo foi dividido junta por junta - e as partes foram enterradas em diferentes lugares. Quando ele foi "ressuscitado", tornando-se o deus-sol, foi ensinado que estava agora em um corpo diferente, tendo deixado para trás os membros do velho corpo. Isto esta em contraste com a morte do verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, de quem foi profetizado, "Nenhum dos seus ossos sera quebrado" (João 19:36) e que ressuscitou no verdadeiro sentido da palavra. A ressurreição de Cristo resultou em um tumulo vazio, nenhuma parte do seu corpo tendo sido deixada para trás para servir de relíquia!
Na velha religião de mistérios, os diferentes locais onde se acreditava que os ossos do seu deus estavam enterrados, eram considerados sagrados - "consagrados" por um osso. "O Egito estava coberto com sepulcros do seu deus martirizado; e muitos tinham uma perna ou um braco ou um cranio, todos registrados como genuínos, os quais eram exibidos nos locais de sepultamento rivais para a adoração dos fieis egípcios"
A influência do Egito sobre os filhos de Israel e evidenciada na fabricação do bezerro de ouro. Desde que o Egito era um lugar de relíquias multiplicadas, a sabedoria de Deus no sepultamento secreto de Moisés e compreensível (Dt. 34:6). Ninguém sabia o lugar do seu sepultamento e não se podiam fazer peregrinações sagradas a sua tumba. Anos mais tarde, a serpente de bronze que Moisés fizera foi chamada de "Neusta" e foi adorada como uma relíquia sagrada pelos israelitas (II Reis 18:4). Se tal idolatria foi praticada com algo que Moisés fizera, quão mais profundamente eles teriam entrado na idolatria, se possuíssem algum dos ossos deles!
Talvez seja desnecessário dizer que o uso de relíquias e muito antigo e não se originou com o cristianismo. A The Catholic Encyclopedia afirma corretamente que o uso de alguns objetos, notadamente parte do corpo ou roupas, permanecendo como um memorial de um santo que partira" e a veneração de relíquias e, de fato, ate um certo ponto, um instinto primitivo, associado com muitos outros sistemas religiosos alem do cristianismo." Se Cristo e os apóstolos não usaram relíquias, mas seu uso era conhecido antes do cristianismo e entre outras religiões, não temos nos outro exemplo de uma ideia paga "cristianizada"?
Não vemos relíquias como algo que tem parte na verdadeira adoração, pois "Deus e Espirito: e importa que aqueles que O adoram O adorem em espirito e em verdade" (João 4:24). O extremismo ao qual tem conduzido o uso de relíquias, não e uma "verdade". Alguns dos ossos que já foram aclamados como ossos de santos, tem sido expostos como ossos de animais! Na Espanha, uma catedral certa vez foi apresentada com o que dizia-se ser parte de uma asa do anjo Gabriel quando ele visitou Maria. Sob investigação, contudo, descobriu-se que era uma magnifica pena de avestruz! Não e necessário laborar muito sobre esta questão. A própria The Catholic Encyclopedia reconhece que muitas relíquias são duvidosas. "Muitas das mais antigas relíquias devidamente exibidas para veneração nos grandes santuários da cristandade ou mesmo na própria Roma, deverão ser agora pronunciadas como certamente espúrias ou abertas a graves suspeitas...dificuldades deveriam ser levantadas urgentemente contra a suposta coluna da flagelação" venerada em Roma na Igreja de São Praxedes e contra muitas outras relíquias famosas"!

Como, então, e explicada esta discrepância? A The Catholic Encyclopedia continua: "...nenhuma desonra sera cometida contra Deus, pela continuação de um erro que tem sido aceito em perfeita boa fé por muitos séculos...Dai existe justificativa para a prática da Santa Sé em permitir que o culto de certas antigas relíquias duvidosas continue". Mas, novamente, apontaríamos que a verdadeira adoração e em espirito e em verdade - não pela continuação de um erro. Mesmo que tivéssemos um dos cabelos de Maria, ou um osso do apóstolo Paulo, ou as vestes de Jesus, Deus se agradaria com estas coisas sendo colocadas como objeto de culto? De acordo com o exemplo da serpente de bronze de Moisés, Deus não se agradaria. Podemos somente perguntar: se não haveria virtude real no verdadeiro cabelo, osso, ou vestido, quanto menos poderá existir mérito em relíquias que se sabe que são falsificações?
 

               The Catholic Encyclopedia

quarta-feira, 16 de outubro de 2013



A História do Natal

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. (Provérbios 14:12)

Muitos evocam um sentimento ou percepção de que o Natal seja algo positivo, para poderem defendê-lo. Mas, será que isso se sustenta à luz das Escrituras?

Você Estará , aberto para investigar essa prática? Está você disposto a seguir ao Eterno e às Escrituras independentemente do preço que isso venha a te comprar do ponto de vista social?

Demonstraremos a verdadeira origem do Natal, com bases históricas sólidas e inconfundíveis.

Elementos do Sincretismo

Até o quarto século, não existia nenhum registro sobre a observância do nascimento de Yeshua enquanto festividade entre os seus seguidores, mesmo das mais variadas vertentes teológicas.Sobre isso, o teólogo cristão James A. Fowler admite:“Existe pouca evidência da celebração da natividade ou da encarnação antes do quarto século DC. Irineu (c. 130-200 DC) e Tertuliano (c. 170-220 DC) ambos omitem qualquer referência à celebração do nascimento de Cristo de suas listas de festas cristãs. [sic]” (Christmas Considered Celebrationally)O Natal, em sua origem, é um fruto do sincretismo de três vertentes religiosas: A mitologia greco-romana, o culto persa a Mitra, e o nascente Cristianismo Romano.Na prática atual, pode-se acrescer ainda uma quarta vertente religiosa: O culto nórdico a Odin.

Primeiro Elemento: A Saturnália

Tudo tem início na festa da Saturnália. Tratava-se de uma antiga festividade romana que teve origem no século 5 AC, em honra à dedicação do Templo do deus Saturno (ou Cronos, no grego). Era uma festividade de uma semana, que culminava no solstício de inverno.

O historiador James Grout assim detalha a festividade:

“A Saturnália era o feriado mais popular do ano romano. Catulus a descreve como “os melhores dos dias” e Seneca reclama que “toda a multidão se solta aos prazeres” Plínio o Jovem escreve que ele se confinava ao seu quarto enquanto o restante da casa celebrava. Era uma ocasião de celebração, visita aos amigos, e a apresentação de presentes, especialmente velas de cera (cerei), provavelmente para significar o retorno da luz após o solstício, e sigillaria”. (Saturnalia, Encyclopaedia Romana)

De fato, é isso que se encontra nas fontes históricas acerca dessa festividade. O escritor Lucian de Samosata no século 2 DC narra um diálogo entre Saturno e um de seus sacerdotes. Tal diálogo serve como referência do que representava a festividade.

“Saturno:… A minha semana é barrada; nenhum negócio é permitido. Bebe-se e fica-se bêbado, barulho e jogos e dados, e apontamento de reis e banquetes de escravos, o aplaudir de mãos trêmulas, um ocasional mergulho de faces arrolhadas na água gélida; tais são as funções sobre as quais eu presido. Mas grandes coisas, fortuna e o ouro e tais, Zeus distribui conforme sua vontade.

Sacerdote:… Diga-se isto agora: já que és uma deidade delicada, por que escolheu o pior tempo, quando tudo está coberto em neve, e o vento norte sopra, tudo está duramente congelado, árvores secas e nuas e os campos perderam sua beleza florida, e os homens se encolhem covardemente sobre o fogo como tantos octagenários - por que esta temporada de todas as outras para o seu festival? Não é o tempo para os idosos ou os luxuriosos.

Saturno: Amigo, suas perguntas são muitas, e não são bom substituto para as taças fluindo. Você roubou uma boa porção do meu carnaval com suas filosofias impertinentes. Que eles vão agora, e nos alegraremos e aplaudiremos com nossas mãos e tomaremos nossa licença de carnaval, jogando damas com nozes no estilo antigos, elegendo nossos reis e sendo fiéis a eles”. (Lucian, Saturnalia)

O Solstício de Inverno

O solstício de inverno era um momento importante para povos que já haviam desenvolvido algum tipo de conhecimento astronômico - que geralmente vinha acompanhado de alguma crença astrológica.

A trajetória cíclica do sol observável a partir da terra se caracteriza por períodos em que o dia se torna mais longo, o que dá origem às estações mais quentes, e outros em que o dia se torna mais curto, o que dá origem às estações mais frias.

O solstício de inverno é justamente o momento em que as noites deixam de se tornar mais longas, e começam a encurtar novamente. É portanto para muitas culturas marcado como o retorno da divindade solar, que volta a marcar presença após um período de maior afastamento.

Pode-se observar, além do frio, que esse era um momento de grande festividade, bebedeira, e geralmente acompanhado das famosas orgias romanas.

O poeta romano Catulus, do século 1 DC, citado por Grout, assim escreve:

“Se não te amasse mais que meus ólhos, ó mais prazeiroso Calvus, eu te odiaria com ódio vitiniano por causa daquele seu presente… grandes deuses acima, aquele horrível e maldito pequeno livro! Certamente tu o enviaste ao teu Catullus, para que ele pudesse morrer, novamente e novamente, naquele dia, também durante a Saturnália, os melhores dos dias!” (Gaius Valerius Catulus, Carmen 14)

Observa-se que Catulus comenta de forma satírica o presente recebido de seu amante Calvus na ocasião do poema supracitado. A Saturnália era, portanto, uma época em que se presenteava as pessoas próximas.

Costumes Agrícolas
Outro costume importante da Saturnália era o uso de ramos verdejantes, e louros, pois Saturno era também uma divindade agrícola. O uso de elementos verdes dizia respeito ao reconhecimento de que o sol era fundamental para a agricultura, e o solstício marcaria o momento do retorno da luz solar:
“Os romanos antigos marcavam o solsticio com uma festa chamada Saturnália, em honra a Saturno, o deus da agricultura. Os romanos sabiam que o solstício significava que brevemente fazendas e pomares estariam verdes e frutíferos. Para marcar a ocasião, eles decoravam suas casas e templos com ramos sempre-verdes como símbolo da vida eterna”. (History of Christmas Trees, The History Channel)

Segundo Elemento: O Mitraísmo e o Natal do Sol Invicto

A partir do século 1 DC, a Saturnália passou a ganhar mais uma conotação, fruto de um importante sincretismo religioso originário da Pérsia: o culto a Mitra, uma divindade solar persa.

A Origem do Mitraísmo em Roma
Sobre essa religião, e o seu alastramento pelo império romano, a Enciclopédia Católica afirma:
“Uma religião pagã consistindo principalmente do culto do antigo deus-sol indo-iraniano Mitra. Ela adentrou a Europa pela Ásia Menor, após a conquista de Alexandre, e se alastrou rapidamente por todo o Império Romano no princípio de nossa era, tendo atingido o seu ápice durante o terceiro século, e tendo desaparecido sob as regulações repressoras de Teodósio...
O Mitraísmo era enfaticamente uma religião de soldado: Mitra, o seu herói, era especialmente uma divindade de fidelidade, virilidade, e bravura; a ênfase que ela colocava no bom companheirismo e irmandade, sua exclusão das mulheres, e o laço secreto entre os seus membros sugeriam a ideia de que o Mitraísmo era Maçonaria entre os soldados romanos. Ao mesmo tempo os escravos e comerciantes estrangeiros do Leste mantinham a sua propaganda nas cidades. Quando magos, vindos do rei Tiriadates da Armênia, adoraram Nero como emanação de Mitra, o imperador desejou ser iniciado em seus mistérios. A medida que o Mitraísmo era aprovado como culto, começou a compartilhar o reconhecimento oficial de que a adoração fírgia gozava em Roma. O imperador Comodo foi publicamente iniciado. Seu maior devoto, contudo, era o filho imperial de uma sacerdotiza do deus-sol em Sirmium na Panonia, Valeriano, que segundo o testemunho de Flavio Vopisco, nunca esqueceu da caverna onde sua mãe o iniciou. Em roma, ele estabeleceu uma faculdade de sacerdotes do sol e sua moeda traz a legenda 'Sol, Dominus Imperii Romani.' [N. do T.: Sol, Senhor do Império Romano]… O [dia] 25 de Dezembro era observado como seu aniversário, o Natalis Invicti, o renascimento do sol do inverno, inconquistado pelo rigor da estação”. (Mithraism, Catholic Encyclopedia).

O Natal do Sol Invicto
À semelhança da Saturnália, Mitra também possuía uma celebração importante que ocorria na ocasião do solstício de inverno.
Por ser uma divindade solar, a ideia do sol se fortalecendo a partir do solstício era comemorada como o aniversário de Mitra, pois marcava o fato de que as trevas não haviam sido capazes de vencer o “sol invicto”.
Gradativamente, portanto, os costumes da antiga Saturnália se fundiram com as celebrações do Mitraísmo em sua data mais importante, o Natalis Invicti Solis, em outras palavras: o Natal do Sol Invicto.
A data preservou os costumes da Saturnália, de ser cercada por muitas festividades, luzes, orgias e troca de presentes. E, com a declaração de Mitra como o Senhor do Império Romano (Dominus Imperii Romani), o 25 de dezembro rapidamente se tornou a data mais importante do calendário romano.
Terceiro Elemento: O Sincretismo com o Cristianismo Romano

Em sendo a religião mais importante do império romano, era apenas questão de tempo para que surgisse um sincretismo entre tal fé e o nascente Cristianismo Romano.
Sobre isso, o historiador cristão Charles Henry Robinson escreve:
“A segunda religião com a qual os primeiros missionários cristãos tomaram contato frequente foi a da adoração ao sol mitraico, que foi introduzida na Europa da Pérsia, e que começou a se espalhar no Oeste um pouco depois da adoração a Ísis. Em meados do terceiro século, havia feito tanto progresso que parecia possível que fosse desbancar o Cristianismo e se tornar a religião de todo o Império Romano”. (The Conversion of Europe)
Para justificar o costume, alguns cristãos romanos afirmavam que Yeshua teria morrido e sido concebido na mesma época. Como o Pessach é uma festividade que ocorre próxima ao equinócio de primavera, o cálculo de nove meses levaria Yeshua a ter nascido próximo à data do solstício de inverno.
Não existe, todavia, nenhum indício de que Yeshua teria nascido próximo à época de Pessach. Nem bíblico, nem extra-bíblico.
Pelo contrário, os indícios internos da Bíblia indicam que Yeshua teria nascido por volta da época de setembro/outubro, quando da ocasião do sétimo mês bíblico.
A Cartada de Constantino
Por volta do século 4 DC, o imperador romano Constantino I, um adorador do deus-sol supostamente ‘convertido’, vislumbrou a possibilidade de unificação do império, criando uma religião sincrética que combinava todos esses elementos:
“O mundo estava plenamente maduro para o monoteísmo ou sua forma modificada, o henoteísmo, mas o monoteísmo se apresentava em diversas vertentes, sob as formas de várias religiões orientais: a adoração do sol, na veneração de Mitra, no Judaísmo e no Cristianismo… Não apenas os gnósticos e outros hereges, mas os cristãos que se consideravam fiéis, guardavam em grande medida a adoração ao sol. Leo o Grande, em seus dias, diz que era o costume de muitos cristãos ficarem de pé nos degraus da igreja de São Pedro e venerarem o sol por meio de referências e orações… Quando tais condições prevaleciam, é fácil entender que muitos imperadores cederam à ilusão de que poderiam unir todos seus súditos na adoração de um deus-sol que combinava em si mesmo o deus-pai dos cristãos e o muito-adorado Mitra; assim o império poderia ser refundado na unidade de uma religião. Até mesmo Constantino, como será demonstrado adiante, por um tempo estimou essa crença equivocada”. (Constantine, Catholic Encyclopedia)
Foi justamente à época de Constantino que as celebrações do Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis) foram oficializadas como sendo o aniversário do Cristo Romano - não o Messias bíblico, mas essa figura originária do sincretismo supracitado.
Sobre isso, o historiador J. B. Bury escreve:“A data da Natividade foi afixada para coincidir com o aniversário de Mitra (Natalis Invicti, 25 de Dezembro), cuja religião tinha muitas afinidades com a cristã. Este processo não foi o resultado, em primeira instância, de uma política deliberada. Foi um desenvolvimento natural, pois o Cristianismo não podia escapar da influência das ideias que eram correntes em seu ambiente. Mas foi promovida por homens iluminados e condutores na Igreja...
O cálculo dos cristãos do nascimento de Jesus em 25 de Dezembro criou uma oportunidade conveniente para Constantino substituir e transferir a celebração do sol invicto ou Natalis Invicti para Nativitas Domini, a celebração do nascimento do Senhor. A transferência de imagens pôde inclusive ser feita enfatizando Jesus como a vitória da luz conquistando as trevas do mal. O sol novus (novo sol) foi facilmente convertido em uma celebração do 'sol da justiça.' A medida que a Festa do Sol tornou-se a Festa do Filho, os líderes da igreja enfatizaram que naturalismo do culto solar estava sendo substituído pela celebração do supernaturalismo do Eterno enviando Seu Filho, Jesus”. (History of the Later Roman Empire, Volume 1, pg. 373)Como se pode perceber, o Natal não tem qualquer origem nas Escrituras, nem tampouco se origina do nascimento de Yeshua, mas sim de uma celebração pagã, incialmente dedicada a Saturno e posteriormente ao deus-sol Mitra.
Quarto Elemento: O Yule de Odin
Posteriormente, com a propagação do Cristianismo Romano, outros costumes de outros povos associados ao inverno, e ao solstício, acabaram por também serem incorporados ao Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis).Os costumes mais comuns posteriormente incorporados durante a Idade Média são os do chamado Yule, dos povos saxões. Até hoje, em algumas culturas, a expressão “Dia do Yule” ainda é utilizada como sinônima ao Natal.Diversos costumes do Yule foram absorvidos pelo Natal. Alguns desses costumes encontram origem no mesmo império romano, outros são de origem específica dos povos saxões. Desses últimos, os mais proeminentes se referem à cantata e à refeição festiva, em que se comia um porco na noite de solstício, e algumas tradições referentes a Papai Noel.
O Porco e as Cantatas
Dois textos nórdicos do século 13 DC falam sobre os costumes envolvendo a noite do solstício de inverno:“E eles sacrificavam um porco selvagem ou sonarblót. Na véspera de Yule o porco selvagem-sonar era conduzido ao salão perante o rei; as pessoas então colocavam as mãos em seus pelos e faziam votos”. (Hervarar saga ok Heiðreks)“Naquela noite os grandes votos eram tomados; o porco selvagem sagrado era trazido para dentro, os homens punham suas mãos nele, e faziam votos quando o rei brindava”. (Helgakviða Hjörvarðssonar)Em paralelo a essa prática, os saxões tinham também o hábito de proferirem bênçãos de boa saúde aos presentes através de um ato chamado wassail, que vem do nórdico “wes hail”, que significa “em boa saúde”.
Não à toa o wassailing era parte importante das comemorações, pois o Yule era fundamentalmente um ritual que visava a fertilidade.Os cânticos eram proferidos não apenas sobre os presentes, mas também sobre a colheita, como forma de abençoá-la durante o solstício, para que crescesse abundante.Algumas antigas cantigas inglesas ainda preservam essa tradição, como uma popular canção que diz:“Que todo homem remova seu chapéu e brade para a antiga macieira. Antiga macieira, nós te proferimos wassail, e esperamos que tu frutifiques”.Esse hábito saxão se perpetuou no Natal por influência inglesa e, posteriormente, norte-americana. Desde então, as cantatas de Natal se tornaram elemento fundamental na noite do solstício, bem como a tradição do presunto ou tender de Natal, que remete ao sacrifício pagão do porco.
Papai Noel, Odin e São Nicolau
A figura de Papai Noel também tem origem na mitologia nórdica.O texto Edda, também do século 13, descreve Odin como um cavaleiro, da seguinte forma:
“Os seguintes são os nomes dos cavalos dos deuses: Sleipner é o melhor; ele pertence a Odin, e tem oito patas. O segundo é Glad, o terceiro Gyller, o quarto Gler, o quinto Skeidbrimer, o sexto Silfertop, o sétimo Siner, o oitavo Gisl, o novo Falhofner, o décimo Gulltop, o décimo-primeiro Letfet. O cavalo de Balder foi queimado com ele”. (Edda)Sleipner, cavalo de Odin, podia atravessar grandes distâncias. Os cavalos dos deuses são a origem para a mitologia das renas de Papai Noel.Além disso, os textos nórdicos Alvíssmál, Gylfaginning, Grímnismál, Nafnaþulur, e Óðins nöfn descrevem Odin como um homem de longa barba. Este último ainda descreve Odin como sendo a figura central do Yule.Essa figura foi sincretizada com outra importante na tradição católica: a de São Nicolau, cuja morte ocorrera próxima à época do Natal. Assim a Enciclopédia Católica o descreve:“Bispo de Mira, em Licia; morreu em 6 de dezembro, 345 ou 352. Apesar de ser um dos mais populares santos nas igrejas grega e latina, não há praticamente nada historicamente certo sobre ele, exceto pelo fato dele ser Bispo de Mira no século quarto… Os numerosos milagres que se diz que São Nicolau operou, tanto antes quanto depois da sua morte, são acréscimos de uma longa tradição… nos Estados Unidos e em alguns outros países São Nicolau ficou identificado com Papai Noel, que distribui presentes para as crianças na véspera de Natal. Seus restos ainda são preservadas na igreja de San Nicola, em Bari; até o presente uma substância oleosa, conhecida como Manna di S. Nicola, que é altamente estimada por seu poder medicinal, é dita fluir deles”. (St. Nicholas of Myra, Catholic Encyclopedia)
Em outras palavras, a figura do Papai Noel deriva do sincretismo entre o culto pagão a Odin e a prática mística católica de culto aos mortos, dando origem a um personagem mítico utilizado numa data pagã para contar mentiras a crianças.
Resumo Histórico
     Essencialmente trata-se da festa da Saturnália, celebração ao deus Saturno ocorrida por volta do solstício de inverno, que era comemorada com orgias, trocas de presente, banquetes e bebedeiras. Dentre seus elementos destacam-se as luzes e velas, para simbolizar o retorno da luz solar, e ramos verdes, para simbolizar o retorno da fertilidade agrícola.  A partir do século 1, a Saturnália passa a incorporar também o simbolismo do Natalis Invicti Solis, o Natal do Sol Invicto, data comemorada pelo Mitraísmo em honra ao suposto aniversário do deus-sol Mitra, uma divindade cujo culto se alastrou por Roma a partir da Pérsia. O nascente Cristianismo Romano incorporou as práticas da Saturnália e do Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis), tão comuns no império. Posteriormente, Constantino e os bispos romanos popularizaram a festa, que veio a se tornar oficialmente a data de comemoração do aniversário do Jesus romano, sem qualquer conexão com a data histórica do nascimento de Yeshua.Posteriormente, na Idade Média, outros costumes pagãos foram sendo incorporados, especialmente dos cultos nórdicos a Odin e da tradição do Yule, tais como o porco, as cantatas e a refeição solene, além da figura de Papai Noel, que nasce do sincretismo de Odin com o culto católico ao falecido bispo Nicolau de Mira.
Conclusão
A data do Natal foi escolhida e determinada pela autoridade papal, em um gesto de sincretismo religioso e afronta às Escrituras. Desde então, tem sido seguida pela maior parte do Cristianismo, num claro sinal de submissão ao papado. Mesmo diante de tantos elementos malignos e de origem pagã, alguns acreditam que não há nenhum mal em celebrar o Natal, visto que atualmente é uma data utilizada para celebrar o nascimento do Messias.terra que YHWH teu Elohim te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações”. (Devarim/Deuteronômio 18:9)“Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade..”. (Yirmiyahu/Jeremias 10:2-3)“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre o Mashiach e Satan? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o Santuário de Elohim com os ídolos? Porque vós sois o Santuário do Elohim Chayim, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz YHWH; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;” (Curintayah Beit/2 Coríntios 6:14-17)
Em diversas passagens, as Escrituras condenam os filhos de Israel por terem misturado elementos do culto aos deuses locais com a adoração ao Eterno. Pergunte a si mesmo: Teria o Eterno mudado de ideia quanto à importância da pureza no serviço a Ele?Nenhum seguidor de Yeshua deve tomar parte em algo que mistura doutrina e prática de demônios com a fé bíblica.







Obeliscos, Templos E Torres
"E destruirá os obeliscos do templo do Sol, no Egito,e entregará às chamas todos os templos dos seus deuses. "Jeremias 43:13
ENTRE AS NAÇÕES ANTIGAS, eram feitas imagens não somente de deuses e deusas em forma humana, mas muitos objetos que tinham um significado misterioso ou oculto eram parte da adoração pagã. Um exemplo destacado disto é visto no uso dos antigos obeliscos.
Diodorus falou de um obelisco de 40 metros de altura que foi erigido pela Rainha Semiramis na Babilônia. A Bíblia menciona uma imagem tipo obelisco de aproximadamente três metros de largura e 30 metros de altura. "...se prostraram todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado na Babilônia" (Daniel 3:1-7). Mas foi no Egito (um baluarte anterior da religião de mistérios) que o uso do obelisco foi melhor conhecido. Muitos dos obeliscos ainda estão no Egito, embora alguns tenham sido removidos para outras nações. Um deles está no Central Park de New York, outro em Londres, e outros foram transportados para ROMA.
Originalmente, o obelisco estava associado com a adoração do sol, um símbolo de "Baal" (que era um dos titulos de Nimrode). Os antigos - tendo rejeitado o conhecimento do verdadeiro Criador - vendo que o sol dava vida as plantas e ao homem, olhavam para o sol como um deus, o grande doador da vida. Para eles, o obelisco também tinha um significado sexual. Sabendo que através da união sexual era produzida a vida, o falo (o órgão masculino da reprodução) era considerado (junto com o sol) um símbolo de vida. Estas eram as crenças representadas pelo obelisco.
A palavra "imagens" na Bíblia é tradução de várias palavras hebraicas diferentes. Uma destas palavras matzebah, significa "imagens de pé" ou obeliscos (I Reis 14: 23; II Reis 18: 4; 23: 14; Jer. 43: 13; Miquéias 5: 13). Outra palavra é harnmanim que significa "imagens do sol", imagens dedicadas ao sol ou obeliscos (Isaias 17: 8; 27: 9).
"Edificaram para si lugares altos, estelas e ídolos asserás sobre todas as colinase debaixo de tudo que fosse árvore verde."1 Reis 14:23
"Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. {Chamavam-na Nehustã}. "2 Reis 18:4
"Quebrou as estátuas, cortou os ídolos asserás e encheuo lugar com ossos humanos."2 Reis 23:14
 "E destruirá os obeliscos do templo do Sol, no Egito,e entregará às chamas todos os templos dos seus deuses. "Jeremias 43:13
"Tirarei do meio de ti os ídolos e as estelas, e cessarásde adorar a obra de tuas mãos. "Miquéias 5:13"
...e ele não olhará mais aquilo que seus dedos fizeram
{as estacas sagradas e as estelas ao sol}. "
Isaías 17:8
"Assim foi expiado o crime de Jacó, e este é o resultado do perdão de seu pecado:
ele quebrou as pedras dos altares, como se trituram as pedras de cal;
as estacas sagradas e os monumentos ao sol não se erguem mais,"
Isaías 27:9
 Para que os obeliscos tenham o simbolismo que se pretende para eles, eles foram colocados apontados para cima - eretos. Assim, eles apontavam para cima - na direção do sol. Como um simbolo do falo, a posição ereta também tinha um significado óbvio. Trazendo isto em mente, é interessante notar que quando o julgamento divino foi pronunciado contra esta falsa adoração, foi dito que estas imagens (obeliscos) "não poderão ficar em pé" mas deveriam ser derrubadas (Isaías 27:9).
Quando os israelitas misturaram adoração pagã com sua religião nos dias de Ezequiel, eles erigiram uma "imagem de ciúmes na entrada" do templo (Ezequiel 8: 5). Esta imagem era provavelmente um obelisco, o simbolo do falo, pois (como afirma Scofield) eles eram "dados aos cultos fálicos." Colocar um obelisco à entrada de um templo pagão não era, aparentemente, uma prática incomum naquele tempo. Uma permanecia à entrada do templo de Rum e outra na frente do templo de Hathor, a "habitação de Horus" (Tamuz).
 "E ele me disse: filho do homem, ergue os olhos para o norte. Levantei os olhos para o norte, e vi ao norte da porta do altar, à entrada, o ídolo que provoca o ciúme {do Senhor}."Ezequiel 8:5
Bastante interessante é que existe um obelisco à entrada da Basílica de São Pedro, em Roma Não é uma mera copia de um obelisco egípcio, o próprio obelisco que estava no Egito nos tempos antigos! Quando a religião de mistérios veio para Roma nos dias pagãos, não somente obeliscos foram feitos e levantados em Roma, mas obeliscos do Egito - com enorme despesa - foram rebocados de la e levantados pelos imperadores. Calígula, em 37-41 d.C., fez o obelisco que está agora no Vaticano, ser trazido de Heliópolis, Egito, para seu circo no Monte Vaticano, onde agora esta a Catedral de São Pedro. 5 Heliópolis não é senão o nome grego de Bethshemesh, que era o centro da adoração do sol do Egito nos dias antigos. No Velho Testamento estes obeliscos que permaneciam ali eram mencionados como as "imagens de Bethshemesh" (Jer. 43:13)!
O mesmo obelisco que uma vez permanecia no templo antigo que era o centro do paganismo egípcio, agora permanece diante da igreja mãe do romanismo! Isto parece muito mais do que uma simples coincidência.O obelisco de granito vermelho do Vaticano tem 25 metros de altura (40 com sua fundação) e pesa 320 toneladas.
"E destruirá os obeliscos do templo do Sol, no Egito,e entregará às chamas todos os templos dos seus deuses. "Jeremias 43:13
Em 1586, a fim de colocá-lo no centro da praça diante da igreja de São Pedro, ele foi movido para sua atual localização por ordem do papa Sixto V. É claro que mover esse pesado obelisco - especialmente naqueles dias - era uma tarefa muito difícil. Muitos recusaram-se
A tentar ,especialmente pelo rato que o papa havia sentenciado à pena de morte qualquer um que deixasse o obelisco cair e quebrar-se!
Finalmente um homem pelo nome de Domenico Fontana aceitou a responsabilidade. Com 45 guinchos, 160 cavalos, e uma turma de 800 homens, começou a tarefa de movimentá-lo. A data foi 10 de Setembro de 1586. Multidões enchiam a grande praça. Enquanto o obelisco estava sendo movido, a multidão, sob pena de morte, era obrigada a permanecer em silêncio. Finalmente, após quase falhar, o obelisco foi levantado - ao som de centenas de sinos dobrando, o troar de canhões, e os altos vivas da multidão. O ídolo egípcio foi dedicado à "cruz" (a cruz no topo do obelisco é suposto a conter uma lasca da cruz original), foi celebrada uma missa, e o papa pronunciou uma bênção sobre os trabalhadores e sobre seus cavalos.
Como o obelisco, as colunas pagas foram frequentemente vistas como formas "misteriosas" do falo. No vestíbulo do templo pagão da deusa de Hierápolis, uma inscrição referindo-se às colunas, rezava: "Eu, Dionísio, dediquei estes falos a Hera, minha mãe adotiva".
Como os líderes católicos romanos tomaram emprestadas outras idéias do paganismo, não é surpresa que construir templos elaborados e dispendiosos também se tornaram um costume. Líderes de mentes mundanas pensaram que poderiam construir templos de mais esplendor do que os da religião romana.
Sabemos que Deus orientou seu povo sob o reinado de Salomão a edificar um templo - no Velho Testamento, e escolheu colocar Sua presença ali. Mas, no Novo Testamento, está claro que o Espirito Santo não mais habita em templos feitos pelas mãos dos homens (Atos 17:24). Agora Deus habita em seu povo - sua verdadeira igreja - pelo Espirito! Diz Paulo: "Vós sois o templo de Deus... o Espírito de Deus habita em vós" (I Cor. 3:16).
quando a igreja veio a ter poder político e riqueza, sob o reinado de Constantino, um padrão de construir igrejas ricas e elaboradas, foi estabelecido e tem continuado até este dia. Esta idéia tem se tornado tão implantada na mente das pessoas, que a palavra "igreja" (para muitas pessoas) significa um edifício. Mas, em seu uso bíblico, a palavra refere-se a uma assembléia ou grupo de pessoas que são - elas mesmas - O templo do Espirito Santo! Estranho como possa parecer, um edifício de igreja poderia ser totalmente destruído, e ainda assim a verdadeira igreja (o povo) permaneceria.
A maioria dos dispendiosos edifícios de igrejas que tem sido construídos através dos séculos tem como padrão uma torre. Cada geração de construtores de igrejas tem copiado a geração anterior, provavelmente jamais questionando a origem da idéia. Algumas torres tem custado fortunas para construir. Isto não tem acrescentado qualquer valor espiritual. Jesus, é claro, jamais construiu tais estruturas quando esteve na terra, nem deu qualquer instrução para serem construídas após sua partida. Como, então, esta tradição de torre na arquitetura das igrejas começou?Se o leitor permitir-nos uma certa liberdade a este ponto, sugeriremos uma teoria que aponta lá atrás para a Babilônia. É claro que todos nós nos lembramos da torre de Babel. O povo disse, "Façamos tijolos...vamos edificar para nós uma cidade e uma torre cujo topo atinja os céus" (Gn. 11: 3,4). A expressão "os céus" sem dúvida é uma figura de linguagem para grande altura, como foi também o caso quando cidades com muros que alcançavam até os céus" foram mencionadas (Dt. 1: 28). Não é para supormos que esses construtores de Babel pretendiam construir até atingir bem no trono de Deus. Em lugar disto, existem evidências
suficientes para mostrar que a torre (comumente chamada de "zigurate") estava conectada com sua religião - com a adoração do sol.
"De todos os majestosos monumentos da Babilônia, o Zigurate com a torre deve certamente ter sido uma das construções mais espetaculares do seu tempo, elevando-se majestosamente acima de seu enorme muro de mil torres... ao redor da grande praça, camaras separadas para os peregrinos, como também para os sacerdotes que cuidavam do "Zigurate". Koldewey chamava este conjunto de edifícios "o Vaticano da Babilônia' ".
Tem sido sugerido que um dos significados do nome da deusa Astarte (Semíramis), escrito como "asht-tart' quer dizer à mulher-que fez torres". A deusa Cibele (que também tem sido identificada com Semíramis) foi conhecida como a deusa guardadora das torres, a primeira (diz Ovidio) que erigiu torres em cidades e foi representada com uma coroa em forma de torre em sua cabeça, como também o foi Diana No simbolismo da igreja católica, uma torre é o emblema da virgem Maria! Por acaso tudo isto não está ligado?
Algumas antigas torres, como todos nos sabemos, foram edificadas com propósitos militares, como torres de vigia. Mas, muitas das torres que foram construídas no Império Babilônico eram exclusivamente torres religiosas, conectadas com um templo! Naqueles tempos um estrangeiro entrando numa cidade babilônica não teria qualquer dificuldade em localizar seu templo, pois muito acima das casas de telhados chatos, sua torre poderia ser vista! A The Catholic Encyclopedia diz, "É um fato surpreendente que a maioria das cidades babilônicas possuía um... templo-torre."

É possível que a Babilônia (como outras coisas que temos mencionado) pudesse ser a fonte para as torres religiosas? Relembramos que foi enquanto estavam construindo a tremenda torre de Babel que a dispersão começou. Certamente não é impossível que quando os homens migraram para varias terras, levaram consigo a idéia de uma "torre". Embora estas torres tenham tomado diferentes formas em diferentes países, ainda assim as torres de uma forma ou de outra permanecem!
Torres tem há muito sido uma parte estabelecida da religião dos chineses. O "pagode" (ligado com a palavra "deusa")
Na religião hindu "espalhados acima das grandes naves dos templos estão grandes pagodes ou torres... elevando-se altas acima do terreno circundante, podendo ser vistas de toda parte pelo povo, e assim sua devoção à sua adoração idólatra foi aumentada. Muitos desses pagodes estão a vários metros de altura e estão cobertos com esculturas representando cenas nas vidas dos deuses do templo, ou de santos eminentes".
Entre os maometanos também, embora de uma forma algo diferente, podem ser vistas torres de sua religião. Torres deste estilo também foram usadas na famosa igreja de Santa Sofia em Constantinopla
O uso de torres também existe na cristandade - entre católicos e protestantes. A torre da grande catedral de Colônia eleva-se a 157 metros acima da rua, enquanto a da catedral de Ulm, na Alemanha, tem 161 metros de altura. Até mesmo pequenas capelas freqüentemente tinham uma torre de algum tipo. É uma tradição que raramente e questionada.
No topo de muitas torres de igrejas, um campanário freqüentemente aponta para o firmamento! Vários escritores escreveram ligando, e talvez não sem alguma justificação, as pontas e campanários com o antigo obelisco. "Existe uma evidência': diz um, "para mostrar que os campanários de nossas igrejas devem sua existência a postes ou obeliscos do lado de fora dos templos das eras passadas". Outro afirma: "Existem ainda hoje notáveis espécimens dos símbolos" fálicos originais... campanários nas igrejas... e obeliscos... todos mostram a influência de nossos ancestrais adoradores de falos".

terça-feira, 15 de outubro de 2013